CONFRARIA DA CACHAÇA
25-02-2003
Minha amiga Lais Scuotto, museóloga e assessora do ex-presidente JOSÉ SARNEY _ hoje Presidente do Senado — vive uma intensa vida social e cultural.
Solteira, seu tempo livre é para os amigos. Está sempre disposta a ir ao cinema, a um vernissage, às exposições de artes plásticas, a jantares e passeios, além das viagens profissionais e particulares.
Conheço-a desde o início dos anos 80 quando participamos de um grupo de especialistas devotado à reforma administrativa do governo federal (época do Sarney) na área dos arquivos, bibliotecas e museus. Ela dirigia a Diretoria Filatélica da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos e o Museu Postal e Telegráfico, que ela mesma havia fundado para preservar a memória das comunicações no Brasil.
Generosa, cultora dos amigos, boa anfitriã, sempre mantivemos um relacionamento muito fraterno e inteligente.
De vez em quando liga para convidar-me para participar de algum evento, de algum grupo de trabalho de algum grupo de trabalho, de alguma exposição que ela está organizando em Brasília ou em algum lugar do mundo, sempre querendo prestigiar os amigos.
O último convite foi para o jantar de confraternização da Confraria da Cachaça, no Restaurante Cabana da Árvore, na ASBAC, próximo ao Pier 21. Apenas são lugares muito disputados, com direito a aperitivos — as “pingas” finas Cabana e Seleta.
Algumas pessoas conhecidas, talvez porque as amizades dela são frequentes.
O ponto alto do evento foi a presença do vice-presidente da República José Alencar, que também é produtor de aguardente que, em discurso de homenageado, louvou a qualidade das cachaças da região de Jequitinhonha, no norte de Minas Gerais. Lá é a terra da famosa “Havana”, cotada ao preço de uísque importado no mercado brasileiro e internacional, produto artesanal e tradicional da cidade de Salinas.
O bufê esteve esplêndido, as duplas caipiras e sertanejas muito ajustadas ao ambiente, o jantar variado e excelente. Algumas pessoas foram para a pista de baile e exercitaram seus talentos de bailarinos.
Nos tempos do governo Lula, comentava-se, com certo sarcasmo — que esta é a cultura vigente... Havia gente da política, autoridades e, pela amostra, vindos do interior de São Paulo e de Minas Gerais, exibindo seus sotaques caipiras...
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